60% dos homens do Congresso usam prostitutas, diz deputado. Veja!
O deputado
espera que a proposta seja aprovada antes da Copa do Mundo e da Olimpíada. “O
projeto é urgente, sobretudo às vésperas dos grandes eventos (...) e não vamos
ser ingênuos de achar que os turistas não vão demandar por esse serviço sexual.
Então, as prostitutas têm de ter um ambiente seguro para prestar esse serviço
”, afirmou o deputado.
Essa é a segunda tentativa de regulamentar a
questão. Em 2003, o então deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) já havia
protocolado uma proposta semelhante, mas o texto acabou sendo arquivado. Wyllys
acredita que vai conseguir apoio suficiente no Congresso para aprovar o seu
projeto, mesmo tendo de enfrentar o que ele chama de “bancada conservadora”.
Se aprovado, o projeto garante a esses
profissionais o acesso à saúde, ao direito do trabalho, à segurança pública e,
principalmente, à dignidade, defende Wyllys. De acordo com a proposta,
considera-se profissional do sexo toda pessoa capaz e maior de 18 anos que,
voluntariamente, presta serviços sexuais mediante remuneração.
Também, segundo o projeto, esses profissionais
poderão atuar de forma autônoma ou em cooperativa e terão direito a
aposentadoria especial após 25 anos de serviço.
Assista a matéria completa AQUI!
Na justificativa da proposta, o deputado
afirma que o objetivo não é apenas regularizar a profissão, mas também combater
a exploração sexual. O texto veda a prática e prevê a fiscalização das casas de
prostituição e o controle do Estado sobre o serviço.
Wyllys explica
ainda que há uma diferença entre prostituição e exploração sexual, sendo esta
última é tipificada como crime hediondo no Código Penal quando envolve menores
de 18 anos.
“A prostituição é uma prática exercida por uma
pessoa adulta e capaz. É uma escolha. Ela é estigmatizada, é marginalizada, mas
não é crime. O que é crime é a casa de prostituição e meu projeto quer
exatamente descriminalizar as casas de prostituição. Embora seja crime, elasoperam no vácuo
da legalidade e ao existirem dessa forma faz com que crianças e adolescentes
sejam exploradas nessas casas”, afirmou.
O projeto de lei do deputado defende uma
alteração da lei penal que equipara as duas práticas ao tratar a prostituição
como forma de exploração sexual.
Wyllys quer batizar de ‘Gabriela Leite’ a nova
lei, em homenagem à militante pelos direitos dos profissionais do sexo desde
1979, fundadora da grife Daspu e presidente da ONG Davida, que luta por
políticas públicas para a categoria.
IG
Post a Comment