Campanha de vacinação contra raiva animal em cães e gatos é prorrogada até dia 30. Veja!
O chefe de Núcleo de Controle de Zoonoses da SES,
Francisco de Assis Azevedo, explicou que a autorização para a
prorrogação da campanha foi solicitado ao Ministério da Saúde (MS), que
atendeu a um pedido da secretaria. Ele disse que o principal motivo que
levou a pedir a prorrogação da campanha, foi a baixa cobertura vacinal.
A maioria dos municípios realizou a campanha no dia “D” e não deu
continuidade ao restante do período. “Agora vamos fazer reuniões para
sensibilizar os novos gestores a darem continuidade à campanha e assim
melhorar os indicadores”, explicou Assis.
Assis
Azevedo destacou que apenas duas Gerências Regionais de Saúde superaram
a meta preconizada pelo Ministério da Saúde. Em Guarabira, sede da 2ª
Gerência, formada por 25 municípios, a cobertura foi de 86,9% e em
Catolé do Rocha, sede da 8ª Gerência com 14 municípios, a vacinação
atingiu 87,4%.
A doença – A raiva é uma doença
infecciosa aguda, de etiologia viral, transmitida ao homem por meio da
mordedura, arranhadura, lambedura de mucosas ou pele lesionada por
animais raivosos, provocando uma encefalite viral aguda. A transmissão
ocorre quando o vírus rábico existente na saliva do animal infectado
penetra no organismo.
A doença acomete o sistema nervoso central,
levando ao óbito após curta evolução. É letal em aproximadamente 100%
dos casos, por ser causada por um vírus mortal, tanto para os homens
quanto para os animais, e a única forma de evitá-la é pela vacinação
anual, que não tem contraindicação.
A raiva apresenta quatro
ciclos de transmissão: no ciclo rural, os bovinos, ovinos, caprinos,
suínos e equídeos são os principais elementos transmissores da raiva; no
ciclo silvestre, as raposas, guaxinins, macacos e roedores têm maior
destaque na transmissão da doença; no ciclo aéreo, os morcegos
representam o maior perigo; e no ciclo urbano os principais elementos
responsáveis pela manutenção do vírus rábico são os cães e gatos.
Secom-PB
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