Deputado desabafa e diz que a Paraíba não pode depender de um governo para ter um direito garantido. Veja!
Até quando vamos pedir o que devemos exigir?
A
reunião promovida ontem pela Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB)
sob o tema SOS SECA, apesar da ausência da maior autoridade do Estado,
foi um grande sucesso, e mostra a vontade da casa em mudar a forma como
a questão foi discutida até então.
O Nordeste brasileiro já está
cansado de pedir a todos os governantes de plantão soluções para o
problema da seca. Nos casos anteriores, os apelos concentravam-se nas
épocas em que o fenômeno era mais agudo e limitavam-se a pedidos de
medidas paliativas e emergenciais. Agora a ALPB quer mudar este jogo e
está propondo também a adoção de soluções definitivas. Além disto, tomou
a iniciativa de se articular com outros estados para organizar um
movimento Regional.
Chegou a hora de tratarmos da questão com
ênfase na sua SOLUÇÃO DEFINITIVA, já que as alternativas técnicas e
sociais para convivermos com dignidade frente a este fenômeno já são
mais que conhecidas.
Já possuimos tecnologia para produzir em
plena seca, o que nos falta é apoio governamental. Tudo agora só depende
de vontade política e cabe aos Nordestinos EXIGIR SIM, cobrar com
força, pois, até hoje o eterno desequilíbrio regional brasileiro não
foi resolvido de forma favorável para nós. Basta ver a participação
do Produto Interno Bruto (PIB) nordestino em relação ao do Brasil.
Era de 11,9% em 1970 e passou a 13,5% em 2009. Levamos 39 anos para
elevar esta proporção em apenas 1,6%. Não é a toa que quase 80% dos
recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
são aplicados no eixo SUL-SUDESTE.
Para que tenhamos a garantia
de execução de todas as ações listadas na "Carta da Paraíba" que será
entregue a nossa Presidenta, temos que insistir no seu último item,
aquele que trata da CRIAÇÃO DE UM FUNDO PERMANENTE DE CONVIVÊNCIA COM A
SECA para financiar o que seria um plano nacional de enfrentamento do
problema. Ele é a única garantia que as verbas necessárias estarão
asseguradas no orçamento e que nenhuma delas será paralisada.
Não
podemos ficar dependendo da boa vontade de um governo ou de um
ministério, temos que conquistar estas verbas de forma definitiva. Temos
que ter esta garantia! E temos a certeza que isto ainda é muito pouco
diante da dívida histórica que o Estado Brasileiro tem para com o
Nordeste. Por tudo isso, falar em enfrentar os efeitos da seca sem ter a
garantia dos recursos é continuar com o mesmo que foi feito até então
e gerou esta triste situação que vemos hoje.
Click PB
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