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Desentendimento entre homem e cachorro deixa um morto e o outro ferido. Veja!



Indivíduos de duas espécies diferentes encontraram-se na madrugada desta segunda-feira, 7, no centro da cidade de Pedra Branca, e não se entenderam. A confusão terminou em sangue. De um lado, um exemplar menor de idade da espécie Homo sapiens, vulgarmente chamada de homem ou ser humano; do outro, um membro adulto da espécie Canis lupus familiaris, popularmente conhecida como cachorro ou cão.

O humano, avançado tecnologicamente, embora bem mais agressivo e maldoso, estava armado com uma faca, enquanto o canídeo brigava apenas com a força dos dentes e o instinto de sobrevivência. Ereto e racional, o humano sustentava a arma com uma das mãos, e também utiliza os pés com agressividade, usufluindo plenamente de sua condição de bípede. Já o canídeo, pela sua constituição quadrúpide, avançava apenas com a boca, embora, em alguns momentos, também garreasse o adversário com as patas.


Depois de alguns minutos de briga, o humano, armado e bem mais forte fisicamente, terminou acertando vários golpes mortais no canídeo, e saiu do duelo sem graves lesões: apenas uma leva mordida em uma das pernas. Já o seu inimigo morreu quase que instataneamente pela gravidade dos ferimentos. O corpo do cão foi retirado da rua no começo da manhã e depositado em um local distante da cidade.

Como neste país há leis que protegem bichos e homens, o acusado de matar brutalmente o cão foi detido por membros da Polícia Militar e levado por conselheiros tutelares para a delegacia de Itaporanga, onde prestou depoimento: utilizando-se de sua condição de ser falante, ele acusou o animal de ter começado a confusão ao tentar mordê-lo no momento que passava pelo centro da cidade em direção à sua residência. A polícia, no entanto, desconfia que pode não ter sido o cachorro o pivô do desentendimento.

Conforme o delegado Joáis Marques, que investiga o caso, o autor do crime tem apenas 16 anos, e já acumula um histórico de atos agressivos, inclusive contra membros de sua própria espécie. Quanto ao cão, não há notícia sobre sua vida pregressa. Segundo ainda a autoridade policial, o menor sofrerá processo especial e ficará sujeito à medida socioeducativa determinada pela Vara da Infância e Juventude da Comarca de Itaporanga.

O jovem humano, no entanto, espera ser inocentado, e, na delegacia, chegou a mostrar o hematoma deixado pela mordida canina, reforçando que foi o animal que iniciou a agressão. Mas essa briga pode estar relacionada a uma rixa antiga entre as duas espécies, tão antiga que data aproximadamente de 130 mil anos atrás, quando o humano começou a domesticar o cachorro contra a vontade do bicho, e conseguiu à força, mas, de vez em quando, eles se estranham. Diante de todo esse histórico é possível afirmar que o homem não é o melhor amigo do cão.





Folha do Vale
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