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'Chacina do Rangel' completa 4 anos e espera por monumento. Veja!



Há quatro anos um crime bárbaro marcou os moradores do bairro do Rangel, em João Pessoa. A ‘Chacina do Rangel’ aconteceu no dia 09 de julho de 2009 e resultou na morte de sete pessoas de uma mesma família, assassinadas a golpes de facão por um motivo torpe. 

O acusado de ter cometido o crime, Carlos José dos Santos, continua preso no presídio PB1, em Jacarapé. Já a sua esposa, Edileuza Oliveira dos Santos, também acusada de ter cometido o crime, encontra-se detida na Penitenciária Feminina Maria Júlia Maranhão. No local onde aconteceu o fato está sendo construindo um memorial, conhecido como ‘Monumento à Paz’ em homenagem aos falecidos.

Na noite do crime, a família estava em sua residência quando teve sua casa invadida pelo casal de vizinhos Carlos José e Edileusa. O crime aconteceu durante a madrugada e resultou na morte de Moisés Soares Filho, 33 anos, Divanise Lima dos Santos (grávida de gêmeos), 35 anos, e seus filhos Raissa dos Santos Soares, 2 anos, Rai dos Santos Soares, 4 anos, Raquel dos Santos Soares, 10 anos. O filho mais velho do casal, de 11 anos, se escondeu embaixo da cama e conseguiu sobreviver e uma das filhas que não estava na residência no dia do crime. O assassino confesso, Carlos José dos Santos disse que teria cometido o crime por causa de uma briga entre os seus filhos e os dos vizinhos assassinados.

Está sendo construído pela Prefeitura de João Pessoa um memorial conhecido como ‘Monumento à Paz’ no local onde aconteceu o crime. O projeto foi desenvolvido na gestão passada e retomado na atual gestão, de acordo com o secretário Assis Freire, da Secretaria de Desenvolvimento e Controle Urbano (Sedurb). De acordo com informações da assessoria de comunicação da Secretaria de Planejamento (Seplan), a escultura terá uma Pomba, simbolizando a paz. A reportagem entrou em contato com a Secretaria do Desenvolvimento Humano do Governo do Estado, mas não souberam informar a situação atual dos sobreviventes da chacina.

Presos


De acordo com informações da assessoria de comunicação da Secretaria de Administração Penitenciária, o acusado Carlos Antônio dos Santos, está preso em uma ala especial junto com outros detentos que cometeram crimes bárbaros que chocaram a sociedade paraibana, como os acusados de ter cometido o ‘estupro coletivo’, no município de Queimadas. 

A assessoria completou informando que o presidiário não tem mau comportamento e recebe acompanhamento psicosocial e ainda participa de atividades de manutenção desenvolvida na unidade prisional como ajudante de pedreiro e na limpeza. Já a outra acusada de ter cometido o crime, Edileuza Oliveira dos Santos, encontra-se presa na Penitenciária Feminina Maria Júlia Maranhão, mas tem conviveu com as demais presidiárias.


Foto: Reprodução
Fonte: Jornal Correio da Paraíba
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