Governo da PB tenta anular na Justiça Plano de Cargos do DER. Veja!
Está tramitando
na 6ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa uma ação em que o governo do
Estado pede a anulação do Plano de Reclassificação de Cargos e Salários dos
servidores do Departamento de Estadas de Rodagem da Paraíba (DER), criado há 30
anos. Em função disso a categoria realiza uma assembleia geral na tarde de hoje
e não está descartada a possibilidade de greve.
Na prática, o
objetivo do governo é anular os efeitos de uma decisão dada em ação movida em
1997 que obrigou o Estado a fazer o pagamento dos servidores com base no plano
de cargos, o que não vinha ocorrendo. O argumento é de que a decisão não tem
validade porque foi tomada com base no artigo 39 da Constituição do Estado que
foi considerado inconstitucional em um julgamento do Supremo Tribunal Federal
(STF).
Segundo o
vice-presidente da Associação dos Servidores do DER, Assis Almeida, a tentativa
do governo é um desrespeito com a categoria. “Caso o plano seja de fato anulado
haverá um prejuízo muito grande. Pessoas que ganham quase R$ 3 mil passarão a
ganhar R$ 678,00. A maioria da categoria passará a receber o salário mínimo”,
disse. Ele informou que a medida afetaria todos os funcionários do DER, 2.036
pessoas entre ativos, inativos e pensionistas. “Vamos nos reunir com os
advogados durante a assembleia e vamos decidir os rumos da categoria. Existe
sim a possibilidade de decidirmos por greve”, disse o vice-presidente da
Associação dos Servidores do DER.
Conforme o
governo, o pagamento dos benefícios pode onerar excessivamente as finanças do
Estado. “Com efeito os valores que lhes vêm sendo indevidamente pagos importam,
anualmente, em um vultoso prejuízo para os cofres públicos, além de ter sido
inscrito para pagamento através de precatório valor superior a R$ 231 milhões”,
diz a ação.
O procurador do
DER, Manoel Gomes da Silva, que é um dos que assinam a ação, disse que não
poderia falar sobre a matéria. Segundo ele, isso seria uma competência da
Procuradoria Geral do Estado. A reportagem tentou contato com o
procurador-geral Gilberto Carneiro, mas ele não atendeu às ligações
telefônicas.
A ação na 6ª
Vara da Fazenda Pública não é a única movida pelo governo que envolve
benefícios para os servidores do DER. Na semana passada a Procuradoria deu
entrada no STF em uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF)
para não pagar adicionais por tempo de serviço que foram autorizados
judicialmente.
Foto: Internet
Fonte: Jhonathan
Oliveira
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