População do interior da PB vive rotina de assaltos. Veja!
Morar no
interior da Paraíba não é mais sinônimo de tranquilidade. Antes considerado o
local ideal para quem queria viver afastado de problemas dos centros urbanos,
as cidades pequenas passaram por transformações e também estão enfrentando problemas
relacionados com a violência. Na região polarizada por Campina Grande, assaltos
e invasões a residências têm ocorrido com frequência. Só nos últimos 15 dias,
sete casas foram invadidas e uma agência dos Correios assaltada na região.
Os moradores estão
assustados com a insegurança, que afeta principalmente as cidades que são
patrulhadas pelo 10º Batalhão de Polícia Militar, responsável pelo policiamento
em 12 municípios do entorno de Campina Grande.
Um exemplo disso
é a cidade de Lagoa Seca, localizada a 6km de Campina Grande. De acordo com a
população, nos últimos seis anos, a violência tem aumentado significativamente
na cidade, e os moradores vivem assustados. Na zona urbana, as casas estão com
os muros mais altos e portões fechados. Na na zona rural, vários proprietários
estão colocando grades nas portas, janelas e ao redor das casas para evitar
roubos.
Segundo o
operador de máquinas industriais Natanael Oliveira Cavalcante, 18 anos, morador
do sítio Covão, nos últimos anos várias pessoas estão sendo assaltadas nas
estradas.
Geralmente os
bandidos agem em duplas e utilizam motos de cor preta. Segundo ele, não há mais
tranquilidade na zona rural de Lagoa Seca. “Antigamente a gente podia dormir
com as portas das casas abertas que ninguém mexia, mas hoje em dia vivemos em
pânico a todo tempo. Os bandidos ficam soltos nas ruas e a população presa em
casa”, disse ele. Devido aos assaltos na região, Natanael Oliveira disse que
sua família resolveu colocar grades nas portas, janelas e nos acessos da casa,
aparatos até então desnecessários em cidades do porte de Lagoa Seca.
O problema de
segurança da cidade não está apenas na zona rural. O comerciante Rildo José
Borges, de 35 anos, que há 30 anos trabalha com o pai em um ponto comercial na
área central da cidade, relatou que o estabelecimento já foi arrombado oito
vezes. “Nunca fomos abordados durante o horário de trabalho, mas nos últimos
anos já aconteceram oito arrombamentos, onde os bandidos entraram pelo teto e
levaram tudo”, disse. O comerciante destacou que a Polícia Militar da cidade é
presente e tem feito o que pode para manter a segurança da cidade, entretanto o
efetivo é pequeno para atender a zona urbana e rural.
A realidade
encontrada em Lagoa Seca é a mesma das outras cidades do Agreste paraibano.
Vítima de um assalto há menos de um mês, a esposa do vereador de Matinhas João
Guilherme ainda está assustada com a violência. Maria de Lourdes conta que um
homem chegou à porta de sua casa, no sítio Geraldo, dizendo que era da polícia.
Quando ela se aproximou, ele a rendeu e outros três homens armados fizeram ela
e o esposo reféns. O casal foi trancado no quarto e tiveram que seguir a ordem
dos bandidos de só sair do local depois de 40 minutos.
Apesar do susto,
a dona de casa disse que não pretende abandonar a casa ou a vida que tem no
local até pouco tempo considerado tranquilo. “Vamos pedir a Deus que não
aconteça mais, mas nós não pensamos em sair daqui”, ressaltou.
Foto: Internet
Fonte: Déborah Souza

Post a Comment