Ex-prefeito é preso em casa com nove armas e munição. Veja!
O prefeito de
Mauriti, no período de 1989 a 1992, foi preso por volta das 6 horas desta
sexta-feira em sua casa, na Rua Coronel Antonio Luiz no centro de Crato, por
policiais civis numa operação comandada pelo delegado Giuliano Vieira Sena e
cumprindo mandado de busca e apreensão. Francisco Adailton Leite (PSDB), de 60
anos, é Engenheiro Civil e, por muito tempo, comandou a regional do DERT no
Cariri. Em 2012, ele tentou ser candidato a vice-prefeito de Mauriti na chapa
encabeçada pelo médico Márcio Martins, mas seu nome foi impugnado pela justiça
eleitoral.
Em sua
residência a polícia recolheu nove armas de grosso calibre, sendo seis rifles
de calibre 22, um de calibre 44, uma espingarda calibre 12 de repetição, uma pistola
9 mm de uso restrito das forças armadas, vários carregadores e mais de 230
cartuchos de diversos calibres. Um armeiro da Policia Civil observou que um dos
rifles de alta potência remete ao tempo de Lampião normalmente usado para matar
animais de grande porte e encontra-se em perfeito estado.

No último dia 24
de abril a polícia tinha encontrado na fazenda de Adailton Leite, localizada no
Sítio Breia em Crato, cinco motos roubadas. O seu segurança pessoal e da
fazenda é um homem acusado de assaltos no Cariri. João Furtado da Silva, de 27
anos, o João Pescocinho, teria fugido ao notar a chegada da polícia naquela
época. A recente divulgação de sua foto pelo Site Miséria ajudou a polícia nos
levantamentos e investigações. Na fazenda do ex-prefeito, os policiais
encontraram a esposa de Pescocinho, no caso Maria Eliza da Silva Furtado, de 31
anos, que foi detida.
Naquela data,
João Pescocinho foi apontado pela polícia como um dos autores do assalto contra
a agência lotérica de Farias Brito. Ele e seu comparsa chegaram em uma moto
Honda Bros de cor preta e levaram todo o dinheiro dos caixas. Na fuga, saíram
atirando para o alto, sendo encontrada uma cápsula deflagrada de pistola
calibre 380. A polícia saiu em perseguição no rumo do Sítio Breia e descobriu
que havia uma passagem secreta para a fazenda do engenheiro.
Foi quando os
policiais se depararam com a esposa do mesmo e as motos suspeitas e levadas
para averiguações. Na oportunidade, Maria Eliza da Silva confessou à polícia
que seu marido já tinha sido preso por tráfico de drogas e formação de
quadrilha. Na lotérica, a polícia tinha encontrado um celular que ela
reconheceu como sendo do seu esposo.
Bem antes, no
dia 28 de setembro de 2009, João Pescocinho foi preso por Agentes da Polícia
Federal de Juazeiro e de delegacias do estado da Paraíba com mais cinco pessoas
suspeitas de planejarem assalto contra a agência do Banco do Brasil de Mauriti.
Na época e na zona rural de Abaiara, os policiais recolheram um fuzil, máscaras
de carnaval, um bala clava, celulares e um saco de miguelitos (pregos colados
em outros para serem soltos na estrada, a fim de furar pneus de viaturas
policiais em perseguição).
Dias antes, na
Barragem do Rosário em Milagres, dois tinham roubado o Corola de um comerciante
juazeirense. Os dois primeiros presos abasteciam um Fiat Pálio com placa de
Natal (RN) no Posto Papai Noel de Milagres. Rafael Monteiro Leite, de 27,
acusado de roubo, e Flávio dos Santos Bezerra, de 29 anos. Daí em diante foi
mais fácil e a polícia seguiu até Abaiara. Depois, em Mauriti, foram presos
José Lucitônio de Jesus, de 19, que já responde por roubo, e João Furtado da Silva,
o “João Pescocinho”. O último a ser preso foi José Maria Lúcio da Silva, de 43
anos, residente no Sítio Genipapo em Mauriti.
Fonte: Agência Miséria
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