Sobram vagas para médicos em cidades do interior da PB. Veja!
Dos 350
profissionais médicos pedidos pelas prefeituras paraibanas para áreas carentes,
através do Programa de Valorização dos Profissionais da Atenção Básica (Provab)
do governo federal, apenas 191 foram contratados. Sobraram 159 vagas para
preenchimento através do programa do Ministério da Saúde (MS) que paga R$ 8 mil
mensais e concede bônus de 10% na prova de residência aos médicos do Provab.
Os médicos do
Provab foram encaminhados para 65 cidades paraibanas. Segundo assessoria de
imprensa do MS, as vagas residuais não devem ser preenchidas este ano. O edital
com abertura de vagas e prazos para seleção é lançado anualmente e não há
previsões para uma nova edição. A assessoria não divulgou a relação dos
municípios onde sobraram vagas.
De acordo com o
Ministério da Saúde, o Brasil tem 1,8 médico para cada mil brasileiros, índice
abaixo de outros países latino-americanos como Argentina (3,2) e México (2). Na
Paraíba, a situação ainda é pior, segundo o MS, a relação é de 1,17 médico para
cada mil paraibanos. No Nordeste, os estados que apresentaram melhores
indicadores foram Rio Grande do Norte (1,23), Sergipe (1,3) e Pernambuco
(1,39).
Para o
presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), João Medeiros,
a falta de interesses dos profissionais é motivada pela infraestrutura precária
em cidades do interior do Estado. Ele lembra que quando o Provab foi iniciado,
em 2012, apenas cerca de 300 médicos aderiram ao programa. Este ano, mais de
4,5 mil médicos recém-formados participaram da seleção. “O problema é que em
cidades do interior há falta de condições de trabalho para os médicos. Além
disso os médicos recém-formados deveriam ser monitorados e precisariam ter uma
equipe de retaguarda para esclarecer dúvidas, o que não existe”, afirmou.
Ainda segundo o
presidente do CRM-PB, as vagas que sobraram são para “locais inóspitos e não
oferecem condições de trabalho”, pontuou. Em relação à remuneração recebida
pelos profissionais, João Medeiros pondera. “Os médicos que participam do
Provab recebem uma bolsa de R$ 8 mil que não dá garantia de nada, eles não têm
outros direitos além da bolsa, por isso preferem fazer cursos de residência ou
estudar para concurso público”, finalizou.
De acordo com a
assessoria do MS, os municípios e regiões que contam com médicos do Provab
foram indicados pelos gestores locais devido à carência de profissionais. As
demandas apresentadas pelos municípios foram disponibilizadas para que os
médicos interessados em participar da iniciativa escolhessem entre cinco opções
em quais cidades gostariam de trabalhar.
Neste ano, no
país, dos 2.856 municípios inscritos pelos secretários de Saúde municipais,
1.291 conseguiram médicos interessados em atuar nessas regiões. Nesta edição,
em relação à do ano passado, o número de profissionais que participam do
programa foi dez vezes maior – passando de 381, em 2012, para os 3.800 atuais.
Os médicos do
Provab devem cumprir 32 horas semanais de atividades práticas nas Unidades
Básicas de Saúde (UBS) e 8 horas semanais de curso de pós-graduação em Saúde da
Família com duração de 12 meses. A atuação dos participantes do programa deve
ser supervisionada por instituições e hospitais de ensino mensalmente. Além
disso, eles devem ter acesso às ferramentas do Telessaúde Brasil Redes,
programa do Ministério da Saúde que promove a orientação dos profissionais da
Atenção Básica, por meio de teleconsultorias com núcleos especializados
localizados em instituições formadoras e órgãos de gestão.
CFM QUER
CARREIRA FEDERAL PARA SANAR FALTA DE PESSOAL
O Conselho
Federal de Medicina propôs, ontem, a criação de uma carreira federal de médico.
O cargo exigiria dedicação exclusiva e poderia ser solução para a carência de
profissionais em áreas mais carentes do Brasil. Para o conselho, ao contrário
do que diz o Ministério da Saúde, há médicos em número suficiente para atender
à demanda brasileira. As informações são da Agência Brasil.
Pela proposta,
entregue ao Ministério da Saúde e a parlamentares, o governo criaria o Programa
de Interiorização do Médico Brasileiro, em caráter emergencial e transitório,
com duração de 36 meses, e levaria os profissionais para cidades com até 50 mil
habitantes, nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
O plano
destinado a fixar médicos em pequenas cidades, inclui melhorias em
infraestrutura, instalação de unidades de Pronto-Atendimento e de laboratórios
de análises clínicas. O Ministério da Saúde contrataria médicos
provisoriamente.
Ao fim dos 36
meses, a proposta sugere que a criação de uma carreira de estado, nos moldes da
carreira de juiz, na qual o médico receberia o piso, que hoje está em torno de
R$ 20 mil, para ter dedicação exclusiva ao serviço público e trabalhar 40 horas
semanais.
Fonte: Luiza Santos
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