Ferida à faca, jumenta “procura” a polícia e autor do crime termina detido. Veja!
Gente e bicho de
vez em quando invertem seus papéis, ou seja, o homem age como fera irracional e
o animal assume características humanas. Foi o que aconteceu nesses dias de
carnaval na cidade de Nova Olinda.
Ferida por uma
facada profunda que lhe deixou as vísceras de fora, uma jumenta ainda percorreu
centenas de metros até o destacamento da Polícia Militar, onde faleceu ante o
desespero de um filhote: a cria não abandonou a mãe ferida, que recebia cheiros
como afagos de adeus, e só deixou o local quando o corpo foi retirado do centro
da cidade e levado a uma área rural.
Mas a morte não
ficou impune: comovidos com a brutalidade, os policiais resolveram agir assim
que constataram que se tratava de um crime contra o animal. Motivados também
pela comoção e revolta popular, o cabo Genário, comandante do destacamento
local, junto com outro policial, o cabo Chagas, iniciou um trabalho de
investigação para saber quem teria esfaqueado o bicho.
Não faltaram
testemunhas e todas apontavam para um único suspeito, visto na véspera na
companhia dos dois animais dentro do pátio da sede da Prefeitura: trata-se de
um menor de 17 anos que já é conhecido da polícia por atos delinquentes,
inclusive, segundo o cabo, chegou até a ser apreendido por ameaçar o pai com
uma faca.
Apreendido em
sua residência, onde vive maritalmente com uma mulher, a princípio ele negou o
crime, mas depois resolveu entregar a faca utilizada contra o animal por pura
maldade. A detenção foi no começo da noite dessa segunda-feira de carnaval. O
menor, que passou toda a noite na delegacia, foi acompanhado pelo Conselho
Tutelar, que encaminhará um relatório do caso à Promotoria da Infância e
Juventude. A PM também enviou relato da ocorrência ao delegado plantonista.
Embora o menor
tenha sido liberado na manhã desta terça-feira, 12, o esclarecimento do fato e
a apreensão do autor do delito deixaram a população grata à PM por não deixar
um crime contra as leis ambientais sem resposta. “Por onde a gente passa, as
pessoas nos cumprimentam e agradecem”, comentou o cabo Genário, ao observar que
“o que mais me chamou a atenção foi esse animal, que, por causa da gravidade do
ferimento, poderia ter ido se refugiar no mato ou morrido no próprio local, mas
ainda teve força para caminhar até em frente ao prédio da polícia, como se,
instintivamente, clamasse por Justiça”.
Foto: CatingueiraOnline
Foto: CatingueiraOnline
Fonte: Folha do Vale
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